Poema litúrgico em sete dias que apresenta um Deus que ordena o caos pela palavra, em contraste direto com as cosmogonias mesopotâmicas.
Ambiência sugerida: Vento sobre águas profundas
Hebraicoבְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ · bereshit bara elohim et hashamayim ve'et ha'aretz
Hebraicoתֹהוּ וָבֹהוּ · tohu vavohu
Hebraicoנַעֲשֶׂה אָדָם בְּצַלְמֵנוּ · na'aseh adam betzalmenu
Contexto vivo
O mundo ao redor deste texto
- Período
- Horizonte literário do Antigo Oriente Próximo
- Império dominante
- Babilônia (contexto do exílio, séc. VI a.C.)
- Quem governava
- Nabucodonosor II / período persa inicial
- Sacerdócio
- Sacerdócio levítico no exílio, sem Templo
- Onde
- Mesopotâmia / Judá exilada
- Idiomas
- Hebraico bíblico clássico
- Economia
- Agricultura de irrigação, cevada, tâmaras, prata como padrão
- Costumes
- Calendário lunar, semana litúrgica de sete dias, sábado como marca identitária
- Clima
- Semiárido; cheias sazonais do Tigre e Eufrates
- Calendário e festas
- Ano lunissolar; Nisã como primeiro mês
Acontecendo no resto do mundo
- [FATO] Enuma Elish babilônico já circulava; Gênesis 1 responde a ele desmitologizando sol e lua.
- [FATO] Ciro II conquista a Babilônia em 539 a.C.
- [FATO] Na Grécia, os pré-socráticos começam a discutir a arché (princípio de tudo).